“E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso.” (Lucas 3.14).

O ano novo se aproxima e a chiadeira é grande, pois cidadãos de diversas classes sociais andam reclamando de grande parte dos atendimentos dos órgãos públicos e, também Federais, alegando má qualidade no serviço e no atendimento, principalmente, os ligados à saúde. Todo ano tenho visto pessoas reclamarem de tudo e de todos, porém, este ano me parece que a chiadeira é mais acentuada, talvez devido às circunstâncias políticas e econômicas de nosso país. O povo reclamar de alguma coisa não é novidade, mas uma questão de normalidade. Dizem que a reclamação é feita até contra dinheiro novo. A questão não é coisa nova, mas do arco da velha. Quando chove alguém logo contesta; Caso faça sol dizem: “podia chover, ta muito quente, Deus nos acuda!”; se a pessoa viaja, diz que as estradas estão péssimas, já foi época em que elas eram um tapete; se elas ficam perfeitas e cobram pedágio, a chiadeira aumenta; se não conseguem sair de férias, reclamam que o dinheiro é curto e que o 13º salário recebido mal deu para pagar as dívidas, e ainda, dizem que ele só serviu para pagar parte do que devia. Haja coração! Presenciei pessoas dizerem que não se faz mais papai Noel como antigamente, pois no seu tempo de criança eles eram gordinhos e agora, nem se parecem com papai Noel, pois são quase todos sarados. Uma chiadeira só! A coisa está muito séria. É como minha mãe dizia: “reclamam de barriga cheia”. Sei não, tenho certeza que tem muita gente de barriga vazia, e as reclamações procedem. Outros há, realmente, que não sabem ao certo do que reclamar, mas se juntam a um grupo que cresce a cada instante, insatisfeito com tudo e com todos, e acaba sobrando para os políticos, o Governo e até as Igrejas. No versículo em lide, há uma reclamação interessante, feita ao Senhor Jesus Cristo, por um grupo de militares de sua época que estavam insatisfeitos. Já fazem cerca de quase 3 mil anos e me parece que a citada reclamação persiste até hoje. Fui esses dias a um ambiente de militares e conversando com outro, ouvi de alguns a mesma contestação que fizeram os soldados a Jesus Cristo. E qual foi a resposta do Mestre de Nazaré para eles? Jesus ouviu a chiadeira generalizada dos soldados, porém, mas que depressa o Senhor disse-lhes: “… contentai-vos com o vosso soldo”, ou seja, não reclamem do vosso soldo. Jesus não disse que eles ganhavam bem, ou que precisava de isonomia, mas os mandou se contentarem com o soldo. Essa foi a única vez que Jesus respondeu a um questionamento, sobre dinheiro, aos militares de sua época. A chiadeira já vem de longe! Desde a época de Cristo aqui na terra.