“Da soberba só provém a contenda; mas com os humildes está a sabedoria” (Provérbios 13.10).

 

Estava subindo a serra do Pico das Agulhas Negras em direção a cidade de Visconde de Mauá, a 27 km de Penedo em Resendo,RJ, quando ouvi essa expressão: “arrotando caviar”.

A princípio, não entendi bem o significado da frase, mas pelo desenrolar da conversa pude perceber que se tratava de alguém que gostava de contar vantagem, orgulhoso, exaltado e soberbo, sem reconhecer em algum instante suas fraquezas, ou melhor, não conhecia o que seria ser humilde e nem o caminho de descer à posição de servo.

A soberba é uma condição que provoca muitas dissensões. O soberbo não é uma pessoa agradável, não é respeitoso e muito menos apaziguador de uma situação conflituosa, aliás, a passagem em lide afirma que “Da soberba só provém a contenda…”.

Isso é uma pura verdade, o homem soberbo, e é também orgulhoso e arrogante, ou seja, alguém que “arrota caviar”, mesmo sem ter comido tão rara, cara e deliciosa iguaria.

A soberba da vida, ou seja, os que “arrotam caviar”, não procedem de Deus, mas do mundo: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. “ (1 João 2.16).

Quem “arrota caviar”, sem ter provado tão deliciosa comida, ou melhor, quem se exalta ao seu bel prazer, sem se quer se humilhar, não conhece a sabedoria, muito menos se tornará um sábio.

Evite “arrotar caviar”, seja humilde e evite ser uma pessoa soberba.