#3 Os ceifeiros da última hora

“Porque nisto é verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e o outro é o que ceifa” (João 4.37).

A seara, o mundo em si é grande, extensa e cresce numa rapidez imensa; PORÉM, os ceifeiros, além de serem poucos, estão desanimados para fazerem o seu trabalho, visto que pouco trabalhou os semeadores.

O trabalho do semeador é colocar a semente na terra, no solo, ou seja, espalhar a Palavra de Deus pela Seara a fora, mas o ceifeiro precisa está com o seu material afiado para ceifar, cortar o cereal da terra para outras finalidades. Quando o ceifador de Cristo alcança o homem perdido e sem Cristo, então, ele o corta da terra, do mundo pecaminoso e o introduz no aprisco de Deus, onde a pessoa terra vida e a terá em abundância. Esse é o papel do verdadeiro ceifeiro que ama as almas perdidas.

Jesus não revelou a identidade do semeador. Não falou do seu caráter e nem de suas qualidades. O semeador nunca é chamado pelo nome na parábola contada por Jesus. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.

Se a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra, por isso seu trabalho é importante. A semente foi plantada por Cristo, pelos discípulos de Jesus e pelos seus apóstolos e por todos que ao longo dos séculos entenderam a importância e o valor de uma alma salva. Agora o que Deus quer? Que, você e eu, como bons ceifeiros possa alcançar vidas para o Reino do Senhor. Os campos já estão brancos para a ceifa!

O ceifeiro jamais colherá aquilo que não foi plantado. Graças a Deus que a Seara, o mundo, representa os campos brancos para a ceifa para a colheita. Tudo já está preparado, basta tão somente que a igreja do Cordeiro se mobilize e ceife, corte, arranque o perdido pecado das garras de Satanás no mundo e o traga para os pés de Cristo.

Todos os crentes em Jesus Cristo são obrigados a semearem a Palavra, ou seja, evangelizarem o mundo perdido em seus pecados. Paulo disse: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9.16).

O mesmo apóstolo escreveu aos coríntios: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento” (1 Coríntios 3:6-7).

Por que o evangelho não tem o poder, a eficácia, e a objetividade do que foi pregado pela igreja primitiva? Porque hoje, o importante não é a semente. O importante não é o evangelho. O principal não é a Palavra pregada e ensinada. Hoje, os holofotes, a atenção maior está sobre o SEMEADOR, aquele que Jesus não revelou a sua identidade, a sua personalidade, o seu caráter, e as suas qualidades morais e espirituais, mas simplesmente disse que o SEMEADOR, saiu a semear.

A semente está esquecida. Em muitas igrejas neo-pentecostais espalhadas por esse mundo imenso de Deus, nem a pregação da Palavra e nem o ensino doutrinária da Palavra existem mais. O importante é o semeador que utiliza o púlpito como um palco um picadeiro de circo e não um lugar de reverência e honra ao Espírito Santo para alimentar o rebanho de Cristo.

A semente está esquecida para muitos. A figura do semeador é que é importante. Às vezes é uma pessoa que nem se quer está com a mensagem naquele dia. Nem se quer atentou para o tema proposto. Vigiemos nesse sentido, pois somos os ceifeiros da última hora.

Pr. Orcélio Amâncio

Pr. Orcélio Amâncio

José Orcélio de Almeida Amâncio é o atual pastor presidente da igreja Evangélica Assembleia de Deus, igreja do Novo Milênio, localizada no Núcleo Bandeirante, Brasília DF. O pastor Orcélio é formado em letras(português-hebraico) pela universidade Estadual do Rio de Janeiro, é Bacharel em teologia, realizou o curso na escola de preparação de obreiros evangélicos (EPOE), no Rio de Janeiro, onde foi coordenador do ensino por seis anos; também, possui o curso básico de teologia da FATAD, em Brasília, durante dez anos, lecionou ali a língua hebraica e variadas disciplinas teologicas. É pós-graduado em docência do ensino superior pela faculdade Albert Einstein (FALBE) de Brasília DF.

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