“Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar?
Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Lucas 14.34,35).

Jesus certa vez chamou os seus discípulos de sal da terra e luz do mundo: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.” (Mateus 5.13,14).

Você e eu, que um dia aceitamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e nos tornamos seus discípulos, e lutamos para nos mantermos firmes na fé, temos a primazia de recebermos dEle uma palavra de incentivo quando nos chama de sal da terra e luz do mundo.

Como luz devemos brilhar, de modo a alumiar o caminho daqueles que não andam na luz, mas em trevas. Como sal, precisamos fazer a diferença neste mundo e salgar vidas de modo a não perecerem pelos pecados e iniquidades cometidos.

Às vezes é preciso defenestrar o nosso ser. O que vem a ser esta palavra? A defenestração nada mais é do que o ato de alguém jogar algo pela janela a fora.

Quando estamos com o nosso computador repleto de lixo eletrônico, ou seja, arquivos indesejáveis, a primeira coisa que devemos fazer é deletarmos todos eles e colocá-los na lixeira. Depois, se acessa a lixeira e os exclui do aparelho definitivamente. Somente depois deste segundo procedimento é que temos a certeza de que o lixo indesejável não existe mais, ou melhor, defenestramos nossos arquivos, jogamo-los pela janela.

Na vida espiritual, quase sempre somos atingidos por dardos e setas inflamadas do inimigo e, também, por pessoas usadas por ele, que nos ofendem e procuram nos tirar a paciência e a paz interior. Muitas dessas ações são oriundas de palavras que acabam mexendo com a nossa consciência e atingindo o psicológico e na maioria das vezes a vida espiritual, de modo que adoecemos na alma. Os efeitos maléficos quase sempre refletem no corpo físico, trazendo prejuízos patológicos.

Faz se necessário defenestramos de nosso coração tudo o que estiver impedindo de sermos felizes. É preciso o crente perdoar, examinar criteriosamente o homem interior para saber se não existe raízes de amargura e ressentimentos escondidos nas profundezas da alma, e se detectar alguma anomalia espiritual, é bom que se busque a Deus em oração e peça misericórdia e orientação a Ele, que certamente,irá mandar você defenestrar tudo aquilo que está tirando a sua paz e afastando você das bênçãos promovidas pelo Espírito Santo a todos aqueles que creem em Cristo Jesus.

A Bíblia diz que a boca fala daquilo que o coração está cheio: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.” (Lucas 6.45). Quando o coração do crente está saturado e infectado pelo pecado, cheio de ódio e mentiras, angustias, invejas, além de pensamentos maliciosos e pervertidos, é bom fazer a famigerada defenestração espiritual, ou seja, lançar pela janela do coração todo o mal e aceitar a purificação da alma que é feita através do sangue glorioso de Jesus Cristo.

Às vezes é preciso defenestrar esses pensamentos e atitudes que só contribuem para deixar o cristão em situação difícil diante do mundo, da igreja e, principalmente, de Deus. É importante que você tenha coragem para lançar pela janela todo e qualquer imbróglio que esteja destruindo a tua felicidade, o teu ministério, a tua vida conjugal, e outros relacionamentos que te traziam paz para a alma. Faça agora uma análise e veja o que deve ser jogado fora, é hora de defenestrar a alma. Amém.