“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-me na fé” (Mateus 8.34).

Outro dia, ouvi a seguinte frase: “Não sou a sua cruz, mas a sua própria escolha!” – Tudo indica que o pregador referia-se a uma orientação firme e sabia dada por ele aos seus ouvintes, principalmente as cônjuges presentes no auditório.

Provavelmente, a plateia que ouvia esse pregador precisasse daquela mensagem de admoestação, visto que alguém ali falou ao seu cônjuge que, ele, ou ela, não era uma cruz, mas o fruto de uma importante escolha.

Trata-se aqui de uma pura realidade. Eu mesmo já ouvi várias pessoas dizerem que seu marido ou sua mulher nada mais é do que uma cruz pesada de suportar. Aquele pregador externava no seu sermão o sentimento de muitas pessoas que depois de anos de relacionamento conjugal, não tem mais paciência e nem alegria para continuarem juntos. Isso é uma realidade contemporânea, muito séria.

O casamento não é para durar dias, ou meses, e muito menos anos, mas é para toda a vida. Somente a morte é que deve separar os cônjuges. Segundo as estatísticas sobre casamentos, somente aqui no Brasil, o número de divórcio e separações tem crescido grandemente, principalmente, no meio evangélico, que até poucos anos atrás era onde havia maior segurança e firmeza nos relacionamentos conjugais.

É comum a pessoa reclamar de alguma coisa que não esteja gostando, e usar até mesmo a expressão: “meu esposo, ou minha esposa, é uma cruz pesada que carrego!”, “Meu filho, minha filha são uma cruz que carrego!”. Não considero correto usar tais expressões. Todos nós sofremos por algum tipo de luta ou tentação adversa, porém, por maior que seja a dificuldade, não se compara ao sofrimento de Cristo na cruz e por isso temos condições de suportar. O apóstolo Paulo orienta-nos: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” (1 Coríntios 10.13).

Nenhum ser humano quer seja esposa, esposo, filho, filha ou algum parente querido é uma cruz pesada de ser levada. Se sua esposa, ou esposo você considera uma cruz, saiba primeiramente que tanto ela como ele são frutos de uma escolha. Você mesmo que escolheu o seu cônjuge e por isso deve amá-lo e lutar por ele. Amém!.