“E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos Exércitos; vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o Senhor.” (Malaquias 1.13).

Os sacerdotes nos dias de Ageu e Zacarias além de não serem cuidadosos com suas próprias vidas, não sentiam mais prazer em dedicar-se ao oficio recebido de Deus, o trabalho sacerdotal. Eles enveredaram pelo caminho da irreverência para com as coisas tidas e havidas como sagradas: “…vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta…”

Deus, o santo de Israel, Criador dos céus e da terra, jamais poderia aceitar um sacrifício irreverente. A síndrome de Caim estava sendo ressuscitada e Deus estava bravo, triste com a atitude daqueles sacerdotes, o que afastava o povo de procurar Deus e se consertar diante dEle com espirito quebrantado.

Hoje, neste mundo consumista e globalizado, muitos obreiros estão atravessando momentos semelhantes àqueles vividos pelos sacerdotes descritos por Malaquias. Eles estão esgotados, desanimados, tristes, e outros há que abandonaram até mesmo o rebanho, fecharam igrejas e não se despertam e muito menos falam na vinda de Jesus Cristo.

Sobe a cada mês o número de pastores e ministros do Evangelho que abandonam seus ministérios por conta de desvios morais, esgotamentos espirituais ou algum tipo de desavença na igreja ou em convenções. O quadro é triste e muitos acham, aproveitando os 500 anos da Reforma Protestante, que a solução é uma nova onda de Reforma, mas isso não adianta de nada, o que a igreja precisa, o que o ministro chamado e vocacionado necessita é de transformação, a fim de manter sua vida em constante santidade diante de Deus. (continua).