“E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24.32).

Quase sempre o incêndio tem provocado destruição e até mesmo mortes, tanto da fauna, da flora e, também da vida humana. O país Portugal, passou recentemente por um incêndio florestal de grandes proporções onde várias vidas foram queimadas e morreram. O parque nacional da chapada dos veadeiros, aqui bem pertinho de nós brasilienses, ardeu em chamas por algumas semanas e os animais foram mortos e muita vegetação destruída. Com fogo não se brinca, apaga-se.

Deixando os incêndios naturais de lado, vamos pensar naquele que faz o homem arder por dentro, ser transformado na mente e no espírito, alcançado pelo poder de Cristo que faz arder em amor, fé e esperança o mais vil e necessitado coração.

Os discípulos no caminho de Emaús estavam fugindo do centro do últimos acontecimentos que envolviam Jesus de Nazaré em Jerusalém. A ordem do Mestre da Galiléia era ficar naquela cidade até que do alto fosse revestido de poder, mas Cefas e seu amigo não quiseram esperar e foram pelo caminho com os corações tristes e abatidos pelos fatos negativos sobre a morte de Cristo.

Quando o coração do homem está assim, gelado, sem esperança e fé, somente um grande incêndio para fazê-lo funcionar novamente. Jesus incendiou o coração daqueles discípulos. Primeiro ele abriu as Escrituras e pregou para eles a Palavra, com isso os olhos deles foram abertos: “Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.” (Lucas 24.31).

Quando Jesus incendiou o coração de Cefas e seu amigo, o entendimento deles se abriram (“Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.”), de maneira gloriosa ao ponto de compreenderem que Jesus estava vivo, havia ressuscitado e que deveriam voltar a Jerusalém e se juntar aos demais discípulos e esperarem o revestimento de poder, que não tardou em acontecer, o Dia de Pentecostes.

Cada crente em Jesus Cristo precisa a cada dia ser incendiado por dentro. Ser transformado pelo Espírito Santo, de modo a dar um bom testemunho diante do mundo e da igreja do Cordeiro. O fervor do Espírito tratado por Paulo em Romanos 12, necessita ser uma constante na vida de quem diz servir ao Senhor em Espírito e em verdade.

Esse fervor, não pode desaparece de sua vida. É esse ardor que promove a alegria da salvação, a paz, a fé, a esperança e o verdadeiro amor cristão. O salmista Davi quando sentiu que estava perdendo esse calor no homem interior, ou seja, a alegria da salvação logo exclamou: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário” (Salmos 51.12).

Paulo, na sua simplicidade complementa o salmo de Davi: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (Romanos 12.12). Esse tipo de incêndio, só traz benefício para a alma.