“E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé.” (Filipenses 3.9).

Paulo ao final de sua carreira cristã disse: “Combati o bom combate, acabei a carreira, e guardei a fé.” (2 Timóteo 4.7).

Todos os seres humanos tem fé, até mesmo aqueles que se dizem ateus, ou seja, que não creem em Deus. Esta fé chama-se fé natural e ela é inerente a todas as pessoas, aliás, todos foram criados por Deus segundo o preconizado na Bíblia.

A fé natural é aquela que nos acompanha desde o nosso nascimento e que alguns a chamam de fé sem propósito, fé morta, todavia, e a fé que não agrada a pessoa de Deus. É aquela que os agricultores cultivam, ou melhor, se ele plantar o arroz irá colher o arroz, se plantar uvas irá colher uvas e assim sucessivamente. Ou também, se eu adoecer e for ao médico, este descobrirá minha enfermidade, me medicará e ficarei curado. E mais, se pegar um navio com destino certo, mesmo que enfrente vendavais e ondas encapeladas, chegarei ao porto seguro. Essa é a fé natural e todos nós a temos.

O outro tipo de fé é a chamada fé sobrenatural ou simplesmente fé espiritual. Paulo escrevendo aos efésios disse-lhes: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Efésisos 2.8). A fé espiritual é dom de Deus e ela vem pelo ouvir, e o ouvir, a Palavra de Deus. É preciso que cada crente ande nesta fé: “Porque andamos por fé, e não por vista.” (2 Coríntios 5.7).

A fé sobrenatural é aquela que cresce à proporção que tenho comunhão e faço a vontade de Deus. É a fé no nome de Cristo: “E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; sim, a fé que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.” (Atos 3.16). O paralítico creu no que Pedro lhe falou e logo foi curado. Ele creu no nome de Jesus Cristo, o Nazareno. Isto é fé espiritual ou sobrenatural. Trata-se da fé que agrada a Deus. Quem tem esta fé, certamente, consegue banir de sua vida o pronome apassivador “se”.

Quem diz que tem a fé de Abraão, ou seja, a fé sobrenatural, então necessita viver uma vida de sacrifícios, pois, quem exerce a fé espiritual precisa deixar de viver na carne para viver no espírito; é a fé que leva você não somente e meditar nas Escrituras, mas viver segundo o que está escrito nela.

Quem tem a fé sobrenatural e por ela vive, então, tem condições de abandonar os prazeres deste mundo e viver na obediência a Palavra de Deus. Quem vive pela fé, e anda de fé em fé, é alguém que tem condições de perdoar a seu irmão, amar a seu irmão e, também, amar aos seus inimigos. Quem tem a fé espiritual é capaz de sofrer injustiças e abençoar aqueles que o perseguem e o tratam com injustiças, em fim, é alguém diferente, porquanto, o seu viver é Cristo. E se Cristo vive nEle, logicamente, ele como justo, viverá pela fé, e essa fé é a fé espiritual.

A verdadeira fé espiritual é aquela que põem à prova todas as coisas que se não veem: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem.” (Hebreus 11.1).

Agora que aprendemos sobre a fé, é preciso crer nela e não viver dos reforços da fé. Quando Jesus curou certo cego, em João 9, ele usou a sua própria saliva misturada com areia: “Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos? Ele respondeu, e disse: O homem, chamado Jesus, fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé, e lava-te. Então fui, e lavei-me, e vi.” (João 9.10,11). Nunca mais Jesus fez o mesmo com outros cegos e nem os seus discípulos ousaram fazer o mesmo, porém, há pessoas que se dizem consagradas que usam os reforços, ou seja, o “lodo santo” para curar cegueira. Outros até comercializam pedaços de roupas, moedas, azeite ungido, pedras do rio Jordão, água do Jordão e muitas e outras coisas, e até usam outro reforço muito comum à fé, um copo de água para curar problemas no estômago. É algo incrível, mas as pessoas colocam a sua fé nessas coisas. Já imaginaram se os discípulos de Jesus optassem em fazer o tal “lodo santo?”, então, não precisaria mais do NOME de JESUS Cristo, caso o “lodo santo” tivesse dado êxito.

Por trás do uso de cada um desses objetos tidos e havidos como reforços à fé de alguém, havia uma lição a aprender: As coisas não eram utilizadas assim, sem mais nem menos, mas simbolizavam alguma coisa e quem cura não são os objetos, o copo de água, o pedaço de avental ou gravata, o chaveiro com o candelabro ou mesmo a réplica da arca do concerto, porém, é a fé espiritual ou sobrenatural no nome de Jesus Cristo que tem essa autoridade.

Esqueça os ESFORÇOS À FÉ, e creia mais em Jesus Cristo. Faça como Paulo: “…. Guardei a fé” (2 Timóteo 4.7).