“E Mefibosete, filho de Jônatas, o filho de Saul, veio a Davi, e se prostrou com o rosto por terra e inclinou-se; e disse Davi: Mefibosete! E ele disse: Eis aqui teu servo. E disse-lhe Davi: Não temas, porque decerto usarei contigo de benevolência por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu sempre comerás pão à minha mesa. Então se inclinou, e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” (2 Samuel 9.6-8).

Se há uma história que me fascina, aqui está, a referente a Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, rei de Israel. Me comove este relato bíblico porque se trata de uma realidade cujos ensinamentos para os nosso dias são enormes. Não somente de superação, mas de espera por misericórdia da parte de Deus, de reconhecimento por parte do rei para quem perdeu tudo e todos que se relacionavam com Saul seu avô.

Os traumas e feridas acumulados no coração de Mefibosete, fizeram dele uma pessoa amargurada, ainda mais que, ele havia quebrado ambas as pernas quando sua ama fugia da matança da família real, nos dias em que Davi foi declarado rei de Israel. Ele cresceu se arrastando pelo chão. Por se próprio, não via ele nenhuma perspectiva de mudança ou de reconhecimento por parte do rei Davi. Ele vivia escondido, pois era um remanescente que sobreviveu ao massacre. Ele vivia em Lo-Debar, na casa de Maquir.

Mefibosete era um príncipe, que vivia em grande dificuldades. Ele mesmo descreve a si próprio diante de Davi: “…Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” – “um cão morto”, ou seja, um desprezível, uma pessoa que não merece ser olhada e nem ajudada, a não ser, enterrada de uma vez por toda, porquanto, não há nela vida. Foi mais ou menos isso que Mefibosete disse para o rei e que muitas pessoas hoje em dia estão dizendo de si mesmas, mas na vida, não funciona assim, enquanto há fôlego, há esperança e o nosso Deus é o Deus da esperança, da fé e do amor. NEle podemos todas as coisas (Fp 4.13).

Frustrado por ser um príncipe e sem ter condições físicas de ir a uma guerra, de empunhar a sua espada e defender o seu povo, o seu reino, assim vivia Mefibosete (em hebraico, homem de vergonha), como ele mesmo disse: “um cão morto”. Seu pai foi um grande guerreiro e seu avô um bravo lutador. Mas nada disso servia de motivação, pois ele era aleijado de ambas as pernas.

Frustrado porque seus amigos tinham uma família, um pai, uma mãe e irmãos e ele não, Mefibosete depreciava a si próprio e dizia: “sou semelhante a um cão morto”? Ele na verdade, não tinha ninguém. Seus parentes foram mortos. Ele agora vivia de favor na casa do amigo Maquir. Tinha esposa e um filho chamado Mica (em hebraico, “quem é semelhante a Jeová?”. Realmente não existe deus na face da terra e no céu que seja semelhante ao Senhor dos Exércitos de Israel. Deus é único e capaz de fazer com que o homem prostrado na sarjeta, embriagado pelo mundo de perdição, envolto no manto da iniquidade, e caído na vala do desgosto e da baixa autoestima.

Assim como Mefibosete, existem muitas pessoas. Numa verdadeira sinuca de bico, sem ter nenhuma esperança de melhora, de mudança ou mesmo transformação. Todavia, estão lutando, mesmo tendo suas forças se esgotado, sua fé naufragado e a esperança sido enterrada de vez. Para vocês que se acham nesse dilema, nessa caverna escura, sem saber como agir, eu te digo com a minha alma esperançosa: Deus não mudou e não mudará jamais. Ele é o único que pode reverter esse quadro doentio e desesperançoso de tua vida. Jesus, Seu Filho amado morreu na cruz por mim e por você. Hoje, ele te diz: Desperta, se levante e Eu, o Senhor te darei vitória. Não diga mais que és “um cão morto”, mas que és filho do Deus vivo e que te socorre na hora da angústia, do desespero e te perdoa os pecados. É hora de recomeçar!