“Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.” (João 1.8).

É muito comum nas igrejas evangélicas de hoje, o fenômeno chamado estrelismo. Ele está sempre presente na vida de quem “se acha”, porém, geralmente não tem vida espiritual ativa, constante e voltada para a edificação própria e dos outros.

João Batista, foi o chamado arauto do deserto, aquele que recebeu a missão de preparar o caminho do Senhor Jesus. Ele era bastante reservado e pregava o arrependimento. Foi ele quem batizou Jesus Cristo no rio Jordão e disse a celebre frase neo-testamentária: “É necessário que ele cresça e que eu diminua.” (João 3.30). A qual tem se tornado ao longo dos séculos como uma atitude de quem é humilde e não gosta do estrelismo, de trazer a glória e o louvor para si mesmo.

O próprio Jesus Cristo deu um testemunho sobre João Batista dizendo: “E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele.” (Lucas 7.28).

O maior nascido de mulher. O maior profeta, porém, no reino de Deus ele era o menor, alguém que sabia perfeitamente se colocar no seu lugar. João não era “o cara”, para ele mesmo, mas um servo que não era capaz de desatar as correias das alparcas de Jesus Cristo: “Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” (Lucas 3.16).

O estrelismo só causa dissenção, contendas e deixa as pessoas tristes e fracas na fé. É bom que cada cristão siga o exemplo de João Batista e permita que os outros cresçam e que Cristo apareça neles e evitem fazer com que Cristo não seja visto e evidenciado como o Salvador, mas ofuscado pelo “estrelismo” egoísta daqueles que se acham o tal. Lute para não ser estrela, evite todo e qualquer tipo de estrelismo!