“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.” (Gálatas 5.22-24).

Nossos valores espirituais são a arquitetura da vida, disse um grande escritor. O apóstolo Paulo traduz muito bem esses valores da alma quando escreve aos Gálatas e cita alguns deles: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança.

Não somente os cristãos, mas todos os homens precisam desenvolver essa capacidade de praticar em suas vidas o fruto do Espírito. O amor entre as pessoas está cada vez mais distante e com isso a aproximação quase sempre culmina no atrito, na desconfiança e na separação.

O gozo e a alegria da alma parecem que mergulharam em um túnel sem fim, pois se percebe o quanto há pessoas amargas de espírito e que não esboçam nenhuma vontade de manter um diálogo saudável e produtivo, capaz de despertar no outro uma centelha de felicidade. Falta em alguns a grandeza de ânimo, a generosidade e a paciência que são qualidades do longânime.

Quantas contendas seriam evitadas no mundo se a paciência fosse um desses valores espirituais em todo ser criado. Jesus certa vez contou uma parábola chamada de o bom samaritano, porquanto, este fez algo de muito bom para com o seu semelhante, salvando-lhe a vida e deixando a todos nós uma lição de afeto, bondade e benignidade.

Entre esses valores espirituais citados não podemos esquecer-nos da fé, pois ela é que nos aproxima de Deus e do nosso semelhante. Sem a fé é impossível agradar ao Senhor. Todos os dias pessoas brigam no trânsito, na rua, nos hospitais, nas praças, no trabalho, etc., tudo porque a paciência e a mansidão fazem naufrágio nessas horas.

Como seria bom se todos recebessem uma dose de temperança ao ler esta palavra e se conscientizasse que esses valores espirituais são essenciais para darem um sentido mais real e cristão na vida de todos os que os praticam.