“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.” (Jó 19.25).

O homem, pela sua própria natureza adâmica, parece normal que se preocupe ou mesmo se desespere e perca a sua paciência diante das perdas ou tribulações da vida, quer sejam elas no contexto material e físico ou no espiritual.

O patriarca Jó é um bom exemplo de quem sofreu ataque fulminante da parte de Satanás. Jó, num dia apenas sofreu este ataque que culminou com a morte de seus filhos, um total de dez, e ainda por cima os sabeus queimaram as suas propriedades, a suas ovelhas, e provocaram à espada à morte de parte de seus servos; contudo, não satisfeito, induziu os caldeus a roubarem o grande rebanho de camelos.

Satanás, depois deste enorme estrago, viu que Jó não negou ao nome do Senhor e pediu permissão a Deus para tocar em sua vida física e Deus permitiu e o Diabo o feriu de uma chaga terrível fazendo-o se refugiar próximo de uma fogueira, onde havia bastante cinzas, e ele se consolava em raspar com um caco de telha as suas feridas.

Mesmo diante de todas essas perdas, ele não perdeu a sua paciência totalmente. Seus amigos, ainda eram a esperança de consolo, porém, não foi isso que aconteceu. Eles chegaram, Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú.

Eles chegaram, porém, em vez de promoverem alegria e trazerem alento ao coração aflito e angustiado de Jó, aumentaram foi a amargura do patriarca. Em vez de o ajudar a sair de sua crise, afundaram ainda mais o pobre homem num mar de desesperança, afirmando que as consequências negativas na vida de Jó foi porque ele pecou contra Deus. E agora tinha que sofrer o castigo.

Jó reclamou com Deus, amaldiçoou o seu nascimento, mas em meio as suas alucinações, mediante terrível fraqueza, física e espiritual, ele ainda reuniu pouca força e uma fagulha de esperança para dizer: “…eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará…”. Aqui reside o começo da vitória do nobre patriarca.

E foi o que aconteceu. Satanás perdeu a batalha com Deus e contra Jó também. Deus mediante essa vitória, porquanto Jó não o negou, restaurou a saúde e abençoou ricamente o lar de Jó. Além de lhe dá dez filhos, lhe concedeu riquezas muito maiores do que o que ele tinha antes da tragédia.

Em meio as lágrimas e a angústia profunda, diante das perdas materiais e espiritual, motivadas pelas investidas cruéis do Diabo, Jó não negou o nome de Deus e nem o deixou, mas creu no Redentor que lhe daria vitórias e lhe tiraria do opróbio.

Jó se alegrou com a restauração de Deus. Jó glorificou ao Senhor por estar vivo. Ele creu na ação eficaz de seu Redentor e por isso ele passou a confiar mais ainda em seu Deus.

Meu conselho a você que costuma se desesperar diante das perdas é para que confie mais e mais no Senhor. Tenha mais fé nEle, não permita que Satanás lhe roube a esperança e a paz, e jogue a sua salvação na lama. Se alegre com os ganhos: a alegria da salvação, a paz, a sua família, a sua esperança, o céu que é seu, etc. Confie em Deus!