“E levantou-se…tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque. E tomou-os e fez passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha. 24. Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia” (Gn 32.22,23); “Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: tirai os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes. E levantemo-nos e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e que foi comigo no caminho que tenho andado”. (Gn 33.1-3).

O “ser diferente”, não está ligado intimamente às características exteriores, mas as interiores, que nascem lá na alma e refletem pelo corpo e no espírito.

Jacó foi um dos patriarcas dos hebreus e que, desde o ventre, levou a marca de “usurpador, enganador”, referente ao seu próprio nome, todavia, pela sua coragem e moral elevada, por ter se aproximado de Deus e sentido a necessidade de ser transformado é que o Senhor lhe trocou o nome de Jacó para Israel, pois viu no coração do filho de Isaque algo diferente a começar pelo seu desejo de pedir perdão ao seu irmão Esaú, cuja amizade estava aranhada desde o dia em que ele comprou a primogenitura de Esaú por um prato de lentilhas e, juntamente com sua mãe enganaram a Isaque seu pai, roubando a bênção que era para seu irmão.

Jacó teve o seu nome mudado por Deus, numa luta misteriosa no vale de Jaboque, o mais importante rio de Gileade e tributário do Jordão.

Foi uma luta que traduz muito bem o conflito entre a carne e o espírito. A vida de Jacó foi cheia de altos e baixos; de vitórias e. também, de muitas derrotas. Sempre que Deus resolve tomar uma vida, a fim de poder usá-la no seu serviço, a primeira coisa que Ele opera é a transformação, o que me leva a afirmar que ninguém é capaz neste mundo, de realizar qualquer coisa concreta, no seu reinado, enquanto não for transformado num novo homem, pela operação do Espírito Santo de Deus.

O profeta Isaías era de impuros lábios, tímido e inseguro até que a brasa viva do altar do Senhor tocou-lhe os lábios, transformando-o numa nova criatura para exercer com autoridade o ministério profético.

Isaías teve coragem para ir ao templo e se deixar alcançar por Deus para ser um homem diferente dos demais de sua nação.

Os pescadores do mar da Galiléia foram transformados pelo poder das palavras do Mestre e se tornaram pescadores de homens. Eles tiveram coragem para seguir a Cristo, para aceitar o convite para serem pescadores de homens, ou seja, tiveram coragem para serem diferentes dos demais judeus.

Paulo, foi transformado pelo poder de Deus: de perseguidor a perseguido; de Saulo em Paulo; de fariseu em apóstolo dos gentios, tudo por amor a Cristo, por amor a causa do precioso Evangelho de Jesus Cristo, o Salvador eterno.

A relação dos que foram transformados por Deus para logo se tornarem baluartes da fé e instrumentos do Espírito Santo, tornar-se-ia interminável se tivesse que relacionar tais ungidos e ungidas do Senhor.

Hoje, Deus continua fazendo a sua Obra transformadora nas vidas de homens e mulheres a fim de o seu nome ser exaltado e glorificado. O povo de Deus transformado pelo poder do Seu Espírito Santo deve colocar-se ao serviço dos milhões que ainda vivem a velha vida. Vivem a velha vida porque não têm coragem de se deixarem alcançar por Cristo para serem diferentes. Sem a transformação espiritual, jamais seremos diferentes. Sem a renovação espiritual, que sempre gera graça para outras áreas da vida, não se consegue obter êxito contínuo, mas somente se nos colocarmos na presença de Cristo, e termos coragem para nos deixarmos ser transformados para realizarmos o trabalho que Deus nos confiará.

Vivamos a vida renovada e abundante que o Senhor Jesus Cristo tem nos concedido. Tenha coragem e seja diferente!