“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos é que nos pode livrar; Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei” (Dn 3.17).

As palavras fiel e fidelidade derivam de uma raiz hebraica conhecida como: “´áman” que tem o significado de confirmar, sustentar, estabelecer-se, ser fiel, estar certo e crer em.

No âmago do sentido da raiz está a ideia de certeza de “fé” de total e irrestrita confiança em Deus. Isto é sustentado pela própria definição de fé no Novo Testamento: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1).

A ideia básica da raiz hebraica é a de firmeza ou certeza. Há também o conceito de sustento e é usado no sentido de braços fortes que sustentam uma criança necessitada. A Bíblia diz em Êxodo 15.16: “Espanto e pavor cairá sobre eles; pela grandeza do teu braço emudecerão como pedra; até que o teu povo haja passado, ó Senhor, até que passe este povo que adquiriste. O salmista canta: “Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e elevada, a tua destra” (Sl 89.13).

A palavra “´áman” tem basicamente o sentido de “Tornar certo, convicto,”, “Ser assegurado”. Neste sentido a palavra é traduzida para “Crer” e mostra que a fé bíblica é algo seguro, uma certeza, em contraste com conceitos modernos de fé que falam de algo possível, que se espera ser verdadeiro, ainda que não seja certo.

A fé é o que diz em Hebreus: 11.1 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não vêem.”

O recado de Deus para todos nós neste dia é que precisamos lutar com todas as forças que temos para sermos fiéis a Deus em tudo e isso não é coisa tão fácil. Só conseguiremos ser fiéis ao Senhor se levarmos uma vida de plena comunhão com o Espírito Santo, não relaxar nas consagrações, na oração, na leitura e meditação da Palavra de Deus e procurar ser assíduo aos trabalhos na igreja.

Daniel e seus amigos, Sadraque, Mesaque e Abednego foram fiéis em seus propósitos e os três últimos foram colocados dentro de uma fornalha de fogo bem ardente e nada aconteceu a eles pois o Senhor os livrou do fogo, porquanto eles foram fiéis e não se dobraram para adorar aos deuses babilônicos e nem se curvaram à estátua do rei Nabucodonosor.

Daniel e seus amigos confiaram em Deus, fizeram propósitos diante do Senhor e os cumpriram, se submeteram a uma prova difícil: “E disse o chefe dos eunucos a Daniel: tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois por que veria ele os vossos rostos mais tristes do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim porias em perigo a minha cabeça para com o rei” (Dn 1.10).

Daniel e seus amigos foram aprovados com distinção. As lições que aprendemos com eles são: uma vida de separação, de santificação é um dos segredos de quem quer vencer na vida; a vitória só é alcançada pelo cristão, se ele for humilde em suas atitudes e for obediente ao Senhor em tudo e por fim, é perfeitamente possível ser um crente fiel sem se contaminar com esse mundo vil. Pense nisso!