“Ora, em Jerusalém há, próximo à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres. Nestes jazia grande multidão de enfermos: cegos, coxos e paralíticos, esperando o movimento das águas. E Jesus, vendo este deitado e sabendo que estava nesse estado havia muito tempo, disse-lhe: queres ficar são? (João 5.2,3 e 6).

“Betesda”, em hebraico significa “casa de misericórdia”. Jesus foi ali para realizar um milagre que desse significado ao nome: “casa de misericórdia”.

O que ali existia era uma busca infrutífera pelo milagre. Tratava-se de um lugar onde somente uma pessoa sería curada, segundo a crença daqueles que esperavam o mover das águas por um ser celestial, não sabendo ao certo, o dia e nem à hora para que as águas fossem agitadas.

A multidão junto ao tanque servia de desestímulo para muitos deficientes. Haviam doentes inconformados com a situação atual, desprovidos de recursos humanos para o tratamento, esperançosos por alguma coisa sobrenatural, prontos a qualquer custo para receberem a cura, não se importando com o mundo em sua volta, com a festa realizada pelos judeus ou mesmo com a presença de Jesus Cristo que ali chegou, enfim, uma multidão desconsolada e somente com os olhos no tanque.

Olhos egoístas e cegos por não verem o Salvador que estava ali presente, no mesmo espaço, junto ao tanque de Betesda com seus cinco alpendres.

Jesus estava ali bem pertinho deles. Um grupo imenso de desesperados levados pela superstição e pelo ritualismo: um anjo iria descer – as águas iriam se agitar e apenas uma única pessoa sería curada.

Que Deus sería esse que manteria o Salvador na Galileia, na Judeia, na Pereia, e em todas as cercanias de Jerusalém e ao mesmo tempo agiria de outra maneira, usando os anjos para efetuar curas, milagres no agitar das águas do tanque de Betesda por um anjo?

Que Deus sería esse que mandou Jesus libertar os oprimidos pelo diabo, curar os enfermos e dá vida aos moribundos, porém, estava de algum modo utilizando os seus anjos para realizarem milagres entre o povo?

Deus jamais faria isso. O Senhor Jesus é o grande misericordioso e estava ali para BUSCAR E SALVAR E QUE SE HAVIA PERDIDO. Jesus estava ali para usar de misericórdia com todos aqueles que tirassem os olhos do incerto, do tanque, e os pusessem nEle mesmo, no Salvador Eterno.

Ali estavam pessoas movidas pela curiosidade e que precisavam de um milagre, e o maior milagre era Jesus de Nazaré.

Havia ali os que não criam em Sua palavra, muito menos que aceitariam a sua origem divina. Os blasfemadores eram muitos e os que não valorizavam as festas determinadas pela Lei, mas em vez disso preferiam ficar longe delas e irem ver algo incerto, ou marcado pela superstição.

Quando o paralítico tirou os olhos do tanque e os colocou em Jesus, obedecendo assim a ordem do Mestre, a cura foi instantânea: “Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda. Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado (João 5.8,9).

Aquele homem confessou a Cristo, deu o seu testemunho diante dos judeus: “E aquele homem foi e anunciou aos judeus que Jesus era o que o curara” (João 5.15). É preciso crer para o milagre acontecer.

É preciso acreditar no milagre para que ele de fato aconteça em nossas vidas. É necessário depositar a fé em Jesus Cristo, pois “Ele é o mesmo, ontem, hoje e eternamente”.