“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Subamos animosamente e possuamo-la em herança, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. Porém, os homens que com ele subiram disseram: não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós” (Números 13.30,31).

É triste quando uma pessoa que recebeu orientação sobre Deus, que o viu realizar milagres, que conviveu com Moisés, o qual tinha intimidade com Deus, de repente se deixa invadir por um sentimento de medo, de pavor e de descrença. Os espias enviados por Moisés tinham experiência do quanto Deus era capaz e de como Ele vinha agindo em prol de Seu povo.

O cacho de uvas colhido no vale de Escol era tão grande que precisou de dois homens para transportá-lo: “Depois, vieram até ao vale de Escol e dali cortaram um ramo de vide com um cacho de uvas, o qual, trouxeram dois homens sobre uma verga, como também romãs e figos” (Nm 13.23).

Dez espias olharam somente para os gigantes da terra, os filhos de Anaque: “Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes, e éramos aos nossos olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos” (Nm 13.33). Enquanto não olharmos para Deus reconhecendo que Ele é o Senhor e que nos concederá a vitória diante de nossos inimigos, seremos sempre derrotados e não vencedores. A nossa vitória é garantida quando cremos nEle e nEle pomos nossa total confiança. O salmista diz: “Os que confiam no Senhor serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre” (Salmos 125.1).

Olhe para as uvas, para as romãs que são frutos da “terra que mana leite e mel”, prometida por Deus a Abraão, porém, não olhe para os homens de grandes estaturas, nem para os muros fortificados das cidades e nem tão pouco para o poder bélico que eles possuem. Josué e Calebe deram prova de que o Senhor luta pelo Seu povo. Eles procuraram animar o povo a olharem única e exclusivamente para o Senhor que os tirou da terra do Egito.

Que lição se pode tirar do texto? Uma delas é que não devemos olhar para as dificuldades, mas crer no Deus que nos tirou das trevas para a divina luz. Se olharmos para o resultado da conquista de Israel, chegamos à conclusão que os dez espias estavam totalmente errados em suas análises táticas e que, Calebe e Josué, foram corajosos em confiar no Senhor. Deus destruiu os gigantes e fez com que os muros de Jericó caíssem por terra. O povo entrou em Canaã e possuíram a terra, derrotando os amalequitas, os heteus, os jebuseus, os amorreus, os cananeus e os filisteus, dominando assim toda a Palestina.

É preciso que cada crente em Jesus Cristo aprenda a contar as bênçãos, a depositar sua confiança exclusivamente em Deus e em Suas promessas e não murmurar como fizeram os filhos de Israel: “E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão, e toda a congregação lhe disse: Ah! Se morrêramos na terra do Egito! Ou, ah! Se morrêramos neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? (Nm 14.2,3). Precisamos confiar mais em Deus. Olhar para as uvas e as romãs, ou seja, para as bênçãos e não para os empecilhos, ou melhor, para os gigantes e para os muros fortificados das cidades.