“Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, foi ao sepulcro e era uma caverna e tinha uma pedra posta sobre ela. Disse Jesus: tirai a pedra… não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus.” (João 11.38-40).

“Pedra no caminho”, é uma expressão antiga, cujo significado aponta para algum obstáculo, dificuldade ou mesmo um empecilho na trajetória de vida de um indivíduo, de modo que ele não consiga realizar seu sonho ou atingir o objetivo particular com facilidade, porquanto, há alguma pedra, ou barreira impeditiva a sua frente.

Não são poucos os clamores da sociedade, das famílias e de inumeráveis obreiros que estão presidindo ou dirigindo algum trabalho evangélico, sobre as constantes crises que se instalam no seio das suas famílias e nas igrejas por eles pastoreadas, as quais eu as chamo de “pedras no caminho”, pedras essas que atrapalham e muito a eficácia do trabalho para Deus e também para conduzir bem a família. Esses problemas são evidentes e comuns nessa sociedade globalizada, os quais podem atingir todos os contextos da vida, inclusive a espiritual.

O povo de Israel antes de entrar em Canaã encontrou inúmeras barreiras para ali chegar. O mar Vermelho foi um, o Jordão foi outra pedra no caminho do povo hebreu; a falta de água doce, a falta de paz, pois viviam cercados de povos que se constituíram seus inimigos, e também a cidade de Jericó, uma enorme pedreira, forte e bem estruturada, com milhares de soldados fortes e bem preparados para a guerra.

Jericó foi uma dessas “pedras no caminho” e ela foi removida, graças a intervenção divina, porém, Deus orientou ao Seu servo Josué, e lhe mostrou a estratégica montada por Deus e ele observou direitinho, cumprindo toda a orientação e vontade do Senhor, e os muros da cidade caíram e eles venceram a grande batalha. Uma grande pedra removida do caminho do povo judeu.

Jesus quando chegou à cidade de Betânia, já sabia que seu amigo Lázaro havia morrido: “Assim falou e, depois, disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Mas Jesus dizia isso da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono. Então, Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto.” (João 11.11-14).

Lázaro já estava morto há quatro dias. Jesus chegando a pequena aldeia de Betânia, a irmão do morto, Marta correu ao seu encontro e disse que se Jesus estivesse com eles, seu irmão não teria morrido. Jesus, calmamente, se apresentou como sendo a ressurreição e a vida para todos o que nEle creem. Dirigindo-se para o sepulcro, mandou aos presentes tirarem a pedra de sobre a caverna onde estava o corpo de Lázaro. Já cheirava mal, porém, para Jesus não há nada impossível. Havia uma pedra, literalmente uma pedra, a qual foi removida por amigos de Lázaro.

Jesus poderia muito bem ter orado ao Pai e mandado que seus anjos removessem a Pedra, ou Ele mesmo, pela fé, ter removido num abrir e piscar de olhos, porém, ele não o fez, dando a todos a responsabilidade de removerem os obstáculos que surgirem no trajeto da vida.

Deus tem ajudado a muitos dos Seus filhos a solucionarem seus problemas, ou seja, dando a eles condições de removerem as pedras em seus caminhos. Não é papel de Deus ficar tirando as pedras do caminho de seus filhos, mas cabe a cada um, através da oração, do jejum, da leitura e da meditação da Palavra de Deus, da assiduidade aos trabalhos em Sua casa, a casa de oração, bem como através do bom testemunho de salvo, ir aplainando o caminho por onde trilha. É muito maravilhoso quando nós mesmos temos condições espirituais de tirar as pedras, os empecilhos de nosso caminho.

É bom lembrar que não temos que nos preocupar com as vozes que surgem para nos fazer recuar: “…já cheira mal, porque é já de quatro dias.”, o importante é fazermos a vontade de Deus, e cumprirmos a orientação do Espírito Santo. Amém!