“E a um deu cinco talentos e a outro, dois, e outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe” (Mateus 25.15).

No Antigo Testamento o Ciclo, a Mina e o Talento eram peças ou barras de metal (prata, ouro) usadas como meio de pagamento (Ler 2 Rs 18.14).

No Novo Testamento o Talento aparece, também, como moeda e corresponde a 6.000 denários.

Muitos pregam fazendo uso dessa palavra como sendo as virtudes, a capacidade e criatividade de cada um cristão. Em uma primeira análise do texto, a primeira coisa a esclarecer sobre essa parábola é que o “talento” que é mencionado, nada tem a ver com “talento” no sentido de dons e capacidades. O Talento a que se refere a parábola de Jesus Cristo, fala única e, exclusivamente, de dinheiro.

O talento era uma espécie de peça de ouro ou de prata que era muito valiosa. Jesus narra ilustrativamente a história de um homem, tudo indica que era muito rico, que se ausentando de sua terra, chama alguns de seus servos e lhes dá talentos para que administrem enquanto estivesse fora.

Quando aquele homem voltou teve uma surpresa, dois dos seus servos multiplicaram os talentos recebidos, porém, um deles, por ter recebido apenas um, o enterrou e nada rendeu.

Adaptando a parábola aos nossos talentos, ou seja, as nossas virtudes e dons recebidos, entendo que o senhor rico da história poderia ser o Senhor Jesus Cristo, pois é Ele quem capacita os seus filhos para o trabalho na Seara grande e de poucos obreiros. Ele é quem dá dons aos seus filhos e discípulos. Dá também capacidades, possibilidades, oportunidades, e muito mais, sempre, com a finalidade de que eles as usem e as multipliquem em suas vidas e, principalmente, para que haja o verdadeiro crescimento do Seu reino aqui na terra.

Como lições tiradas do texto posso dizer a todos que o Senhor Jesus Cristo dá aos seus seguidores, talentos, conforme a capacidade de cada um. A parábola narrada por Mateus fala de três servos que ganharam, cada um, quantidades diferentes de talentos (dinheiro). Eles foram dados conforme a capacidade de cada um deles.

O interessante é que ninguém recebeu pouco. Apesar de talentos diferentes, todos receberam. Mesmo o que recebeu apenas um talento, recebeu algo precioso e de muito valor e podia fazer esse talento frutificar se multiplicar.

Jesus Cristo nos dá talentos para que possamos granjear outros conforme as nossas próprias habilidades, e virtudes. Deus sempre nos vê como cristãos talentosos, porém, alguns, hoje, talvez por não terem suportado as lutas e tribulações pela fé, não exercem mais os talentos recebidos. Com o passar dos anos negligenciaram o que receberam do Espírito Santo.

O senhor rico da parábola entregou seus OITO talentos a seus TRÊS servos, talvez, os mais capacitados de seu grupo. Aqueles empregados receberam na verdade uma tarefa difícil, a de fazer render o dinheiro de seu senhor. A responsabilidade daqueles servos era grande. Os dois primeiros compreenderam a importância da multiplicação, pois, assim fazendo iria garantir os bens do seu senhor e mostrá-lo o quanto eles eram capazes. O servo que recebeu apenas um talento, o que não era pouco dinheiro, em vez de prestar contas com a sinceridade do coração, aproveita para fazer um pequeno discurso para justificar seu descaso para com a responsabilidade e a tarefa recebida.

Quero deixar claro que o Jesus Cristo nos cobrará firmemente pelo que fizermos com os talentos recebidos de Deus. “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.” (Lucas 16.10). Todos os três homens que receberam talentos foram cobrados pelo que fizeram com eles. Receber talentos é também receber responsabilidades. O último, apesar de ter apenas conservado o seu talento, recebeu dura cobrança por não tê-lo multiplicado.

O senhor foi severo com ele, tirando dele aquele talento: “Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mal e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? (…) Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.” (Mt 25.26, 28).

Aquele servo, que recebeu apenas um talento, poderia ter reconhecido o seu erro e a sua negligência, pelo contrário, ele aproveita para culpar o seu senhor por sua preguiça e falta de dedicação. Ele disse: “… tu és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhastes. E, atemorizado, escondi na terra o teu talento…” (Mt 25.24,25).

Não permita que o Senhor Jesus, naquele Dia, quando Ele voltar nos dê uma resposta assim: “…Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei” (Mt 25.26).

Deus precisa de você com seus talentos!

Você recebeu muitas coisas do Senhor, lute por elas: alegria da salvação, dons espirituais, saúde, paz, felicidade, amor, temperança, bondade, etc.