“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” (Judas 1.3).

A luta constante do crente em Jesus Cristo, é sem dúvida, para se firmar a cada instante na fé que uma vez lhe foi dada quando aceitou de coração a pessoa de Jesus como Salvador e Senhor de sua vida.

Nessa batalha espiritual, onde a carne luta contra o espírito e o espírito contra a carne, faz-se necessário conhecer a si mesmo. Quando a pessoa reconhece as suas fraquezas e aceita a ajuda do Espírito Santo, tudo se encaminha para a solução, onde o Senhor estenderá as Suas mãos para ajudá-lo, consolá-lo e orientá-lo de maneira sábia.

Não se consegue êxito na batalha espiritual se a pessoa não conhecer a si próprio, ou seja, como assimilar o comportamento da sua própria carne, da sua alma (mente e coração) e também do seu espírito.

É de vital importância que, aquele que luta, conheça os principais propósitos das armas espirituais descritas no capítulo seis da epístola aos efésios. Elas, por sua vez, servem para destruir as fortalezas impostas pelo inimigo de nossas vidas. Paulo disse aos Coríntios: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” – Se não estivermos atentos e vigilantes na fé, esse inimigo terrível, cega o entendimento dos crentes, os escolhidos de Deus.

As armas espirituais servem, também, para anular sofismas e toda altivez que se levantem contra o conhecimento da pessoa de Deus e de Sua doutrina. Isto é visível de se perceber hoje em dia, porquanto, cresce a cada instante uma doutrina nova, uma filosofia ultramoderna, capaz de arrastar milhares de pessoas como adeptos. São seitas e heresias que se espalham pelo mundo inteiro com o propósito de tornar as pessoas incrédulas acerca de Jesus Cristo e do plano de salvação divino que teve seu cumprimento na pessoa de Seu Filho unigênito, Jesus.

Paulo sabia, perfeitamente, que as armas espirituais por ele descritas em sua carta aos Efésios tinha como propósito maior levar cativo todo pensamento contrário à obediência de Cristo, pois, o diabo procura sempre roubar tudo aquilo que o crente armazena em seu coração pela fé. Paulo escrevendo aos Coríntios, em sua segunda carta, ele diz que alguns, por não vigiarem acabaram tendo a mente corrompida de modo que se afastaram da simplicidade do amor cristão e do Evangelho de Cristo: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis.” (2 Coríntios 11.2-4).

Não se ganha batalha na área espiritual ou em outro contexto da vida se não souber usar perfeitamente esse arsenal concedido por Deus. Paulo orienta aos irmãos de Éfeso para se revestirem de TODA a armadura: “Revesti-vos de toa a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo.” (Ef 6.11). Nesse paiol de armas está a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, o capacete da salvação, as sandálias que aponta para a preparação do evangelho da paz. É preciso cingir os lombos com a verdade, e vestir a couraça da justiça. Falar a verdade e ser justo, são virtudes que estão desaparecendo no meio da comunidade evangélica.

Vamos resgatar esses valores para sermos vitoriosos nas batalhas espirituais de nosso cotidiano. Jamais relaxe com a batalha espiritual: “…Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho”. Amém!