“Somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos.” (1 Coríntios 4.13).

É isso mesmo! Nos dias de Paulo, aqueles que criam em Jesus Cristo, também chamado os da “seita dos nazarenos”, foram considerados pela cúpula religiosa judaica de o lixo deste mundo, ou a escória de todos. Parece que o que eles pregavam contaminava as pessoas e por isso tinham que ser banidos do planeta.

Deus abraçou esse lixo que os religiosos judaicos queriam despejar nos cremadores e nas lixeiras de suas sinagogas. Eles não aceitavam o Evangelho pregado pelos apóstolos, pelos discípulos de Cristo e por judeus saídos da religião judaica.

Outro dia vi uma reportagem sobre a síndrome de Diógenes, pois, uma senhora foi tirada de dentro de sua casa, porque nela havia uma quantidade de lixo muito grande. Cheirava mal e os vizinhos a denunciaram à saúde pública.

A síndrome de Diógenes nada mais é do que um distúrbio de comportamento típico de pessoas com idade avançadas. O emocional geralmente está abalado e então, a pessoa vai juntando tudo o que vê pela frente, gosta de guardar coisas velhas, estragadas, queimadas e sem uso nenhum, juntadas muitas vezes nas ruas, nas lixeiras, etc.

Pessoas com essa síndrome, geralmente relaxam no quesito limpeza, higiene, e por isso sofrem rejeição dos padrões sociais, porquanto, são deveras descuidadas com o seu próprio corpo. Essas pessoas, geralmente, se isolam da sociedade onde vivem, muitas vezes de seus próprios familiares e por isso, na solidão encontram o prazer em acumularem objetos catados no lixo.

O povo gentil estava como esse lixo. A mulher Siro-fenícia certa vez procurou a Jesus Cristo e lhe pediu ajuda para a sua filha que estava miseravelmente endemoninhada e veja o que disse Jesus: “…Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então chegou ela e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me. Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores” (Mateus 15.24-28). Jesus se comoveu com a atitude insistente da mulher e, vendo nela muita fé, concedeu o que ela necessitava.

Esse mesmo Jesus, foi o que na cruz do Calvário, morreu por todos nós, o “lixo do mundo”. Parece um paradoxo, mas Ele foi acometido, no bom sentido, da síndrome de Diógenes, e nos guardou, “o lixo do mundo”, em seu coração misericordioso. Amém!