“Dizendo-lhes ele essas coisas, eis que chegou um chefe e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo, mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá” (Mateus 9.18).

A passagem em lide, registrada nos Evangelhos sinóticos, ou seja, Mateus, Marcos e Lucas, retrata uma das cenas mais edificantes do ministério terreno de Jesus Cristo. Ele na ocasião estava se deslocando para a casa de Jairo uma autoridade notória entre os judeus, quando uma mulher tocou na orla de suas vestes e foi curada: “Chegando por detrás dele, tocou na orla da sua veste, e logo estancou o fluxo do seu sangue” (Lucas 8.44).

Jairo, cujo nome quer dizer: “ele ilumina”, era uma autoridade respeitada na sinagoga: “E aconteceu que, quando voltou Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando. E eis que chegou um varão de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa” (Lucas 8.40,41).

A morte bateu a sua porta e logo o desespero tomou conta de sua vida. Lucas, um evangelho mais detalhado afirma que Jairo tinha falado para Jesus que sua filha estava gravemente enferma, ou seja, à beira da morte, porém, ele fazia questão que Jesus fosse a sua casa para orar por ela. E quando Jesus começou a se deslocar, aconteceu uma interrupção na caminhada, pois, uma mulher por ter conseguido tocar na orla da veste de Cristo, foi curada de sua hemorragia que já durava doze anos.

Naquele instante, até Jesus descobrir quem o havia tocado, um mensageiro que viera da casa de Jairo lhe participou do falecimento de sua filha, e quando ele estava tremendamente abatido e angustiado, Jesus se dirige ao chefe da sinagoga e lhe conforta: “Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas, crê somente, e será salva” (Lucas 8.50). E segui diretamente para a residência daquele príncipe.

Jairo cria em Jesus Cristo, pois ele mesmo o adorou. Mesmo depois das palavras de desestímulo, por parte de um de seus amigos, ele não se intimidou e seguiu a Jesus Cristo: “Estando ele ainda falando, chegou um da casa do príncipe da sinagoga, dizendo:  a tua filha já está morta; não incomodes o Mestre” (Lucas 8.49).

Em muitas ocasiões como essa, quando estamos tristes ou passando por alguma dificuldade, quer seja material, espiritual ou de relacionamento, recebemos palavras que nos estimulam a permanecer firme na fé, mas também, acontece casos contrários. É comum alguém receber uma palavra desestimuladora, capaz de contribuir para o abatimento e aumentar a angústia do coração ferido, além de apagar de vez a centelha de esperança restante na alma.

Foi assim com aquele chefe da sinagoga. Graças a Deus que aquela autoridade adorou ao Senhor e por isso a sua adoração comoveu o coração de Jesus que logo lhe atendeu e indo a sua casa, ressuscitou a sua filha de doze anos que havia morrido. Aleluia!