“Então, lhe disseram: Declara-nos tu, agora, por que razão nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? E donde vens? Qual é a tua terra? E de que povo és tu? (Jonas 1.8).

Que ocupação é a tua? Pergunta feita pelos marinheiros de um navio em apuros, a qual não foi respondida por Jonas, mas que teve uma repercussão muito grande.

Com os erros de Jonas muito se aprende até hoje. A mensagem gira inteiramente em torno das relações pessoais entre Deus e Seu servo Jonas, filho de Amitai, nascido em Gate-Hefer, cidade na divisa de Zebulom.

Tudo começa quando Deus decide derramar o seu amor sobre Nínive. A capital do Império Assírio, onde residia seu rei por nome Senaqueribe, filho e sucessor de Sargom, rei da Assíria. Era, na época, um dos maiores estadistas do antigo Oriente. Teve o seu exército destruído por um anjo do Senhor durante à noite (2 Rs 19.35). Quando adorava ao assírio Assur, seus dois filhos, Adramaleque e Sarezer o mataram (2 Rs 19.37).

Nínive no século VII a.C. foi uma cidade poderosa e temida. A mais velha cidade do antigo império assírio. Nínive era mais que uma cidade gentílica, era também, a capital da Assíria, poder mundial, império temido e odiado pelo povo de Deus. A Assíria só alcançou seu máximo esplendor a partir do reinado de Assurnasirpal II, no século IX a. C.

Nínive foi edificada por Ninrode (valente caçador, filho de cuxe e bisneto de Noé – Gn 10.8,9). Nos dias do profeta Jonas era cidade de muita importância e levava-se três dias para percorre-la(Jn 3.3).

Por que razão nos sobreveio este mal? Perguntaram os marinheiros a Jonas. Tudo aconteceu porque Jonas, o profeta de Deus fugiu de sua responsabilidade evangelística, a de evangelizar o povo ninivita. Jonas foi desobediente a ordem divina. Ele optou em fugir: “E Jonas se levantou para fugir de diante da face do Senhor para Társis”. (Jn 1.3).

Quando Deus fala ao Seu profeta para cumprir determinada missão, fugir é um grande perigo. Durante três séculos os Assírios dominavam o mundo e ameaçavam Judá. Nínive na visão de Naum era uma cidade sanguinária, cheia de mentiras, onde habitava os grandes roubadores, havia ladrões por todos os lados, era uma cidade marcada pela violência, os carros puxados por cavalos atropelavam as pessoas do nada, o cavaleiro usava a espada e deixava uma multidão de mortos; as pessoas tropeçavam nos mortos, uma mortandade sem controle, a lei do mais forte era o que predominava ali. Nínive era uma cidade marcada pela multidão de pecados, também, chamada de graciosa meretriz, mestra, professora em artes de feitiçaria. Deus desejou salvar aquele povo.

A tempestade aconteceu porque a bordo havia um fugitivo de Deus, um homem que estava deixando de lado o seu ministério profético. Jonas se escondeu no porão, porém, Deus o achou ali. O porão do navio é o pior lugar de uma embarcação para se viajar.

Uma verdade: Talvez Jonas estivesse sofrendo de Ponofobia, ou seja, medo do trabalho; preguiça mórbida; medo da dor e de tudo que causa dor intensa.

O que eu quero lhe dizer com essa mensagem é que não adianta fugir do Senhor nosso Deus. Se Ele tem uma obra a realizar através de sua vida, Ele irá realizar, nem que sua vida seja sacudida como foi a de Jonas. Não tenha medo de enfrentar os desafios na obra de Deus ou na vida secular. A ponofobia tem cura basta tão somente você se despertar e crer em Jesus Cristo. Se ocupe de modo a ser obediente à visão celestial.