“Disse então o Senhor a Satanás: “reparou em Meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal”. Será que Jó não tem razões para temer a Deus?, respondeu Satanás. Acaso não puseste uma cerca em volta dele, da família dele, e de tudo o que ele possui? Tu mesmo tens abençoado tudo o que ele faz, de modo que os seus rebanhos estão espalhados por toda a terra. Mas estende a tua mão e fere tudo o que ele tem, e com certeza ele te amaldiçoará na tua face”. (Jó 1.8-11).

Quando a pessoa é alcançada pelo poder de Deus e não vive mais segundo o curso deste mundo, mas permitiu que Cristo nele habitasse, então, sua vida diante das intempéries que surgem é totalmente diferente daquele que não nasceu de novo e procura levar a caminhada cristã de qualquer maneira, sem nenhum objetivo espiritual.

É muito bom e agradável viver num ambiente confortável, sem ter falta de nada, onde, as coisas acontecem sem nenhum esforço. Na dificuldade e na pobreza tudo é mais difícil. Jesus conta uma parábola chamada de “O rico e Lázaro”. Nela Ele enfatiza que Lázaro era tão pobre, tão pobre que se alimentava das migalhas que caiam da mesa do homem rico e nem por isso ele amaldiçoou Deus e se afastou dEle para praticar coisas erradas. Seu caráter foi medido pelo Senhor e não teve alteração, como argumentou Satanás diante de Deus com relação a Jó.

Martin Luther King disse certa vez: “A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio”.

O patriarca Jó é um exemplo de quem soube ser fiel no muito e no pouco; na riqueza e na pobreza, nas horas de conforto e na de intensa amargura e angústia. Ele foi considerado um homem que soube suportar a dor no mais profundo do seu corpo e da sua alma. Quem lutou com ele diretamente foi o próprio Satanás, todavia, Jó soube permanecer fiel ao Senhor e triunfou de maneira exemplar, como um verdadeiro crente.

A verdadeira medida de um homem é medida pela sua intimidade com Deus, não importando se ele é rico ou pobre, se está vivendo confortavelmente ou em grandes dificuldades. Quanto mais próximo de Deus, maior é o homem em virtude e santidade.