“E viu estar dois barcos junto à praia do lago e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes; … E disse … Não temas, de agora em diante serás pescadores de homens. ” (Lucas 5.2,10).

Este cenário aconteceu quando Jesus Cristo, certa ocasião, chegou à beira do lago de Genesaré, o qual faz fronteira entre Israel, Cisjordânia e a Jordânia. Conhecido na moderna língua hebraica como “Yam Kinneret”, recebe ele, biblicamente, o nome de mar da Galiléia e mar de Tiberíades. Seus principais afluentes são sem dúvida o famoso rio Jordão e o mar Morto, tão conhecidos daqueles que manuseiam a Bíblia Sagrada.

Imagino que se Jesus falou alguma coisa consigo mesmo sobre o que Ele viu naquele dia, certamente foi: Não estou acreditando no que estou vendo! Referindo-se a atividade dos pescadores, àquela hora do dia lavando as redes de pescaria, todavia, mandou que Simão afasta-se o barco da praia e sem perda de tempo ensinava da embarcação a multidão sedenta para ouvir a mensagem do Evangelho. Depois de ter cumprido seu propósito, mandou que Simão conduzisse o barco para o alto mar, e, então mandou-lhe que jogasse as redes…

Aqueles pescadores não sabiam ao certo do que Jesus seria capaz. A mensagem que nos passa é que o desânimo, a sensação de frustração e de cansaço haviam tomado conta dos corações daqueles trabalhadores do mar, talvez os mais experimentados e profissionais de toda a Galiléia na arte de apanhar peixes no mar.

No último final de semana teve início em nossa igreja as comemorações do Jubileu de Ouro, ou seja, ações de graças pelos 50 anos de portas abertas para a pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Esta festa só terá o seu término no final do ano de 2019.

Recebemos três pastores que ministraram na sexta, no sábado e no domingo. Pastor Walter da Mata, Pastor Marcos Heleno e pastor José Laerte, respectivamente. O primeiro nos deixou lições maravilhosas: disse ele que o jubileu no Antigo Testamento era uma festa que servia para aproximar as doze tribos; momento para que houvesse o quebrantamento de coração, a oportunidade para o perdão dos pecados, a reflexão sobre o estado da vida; para o perdão das dívidas, para o recomeço de uma nova era, etc. de igual maneira a igreja, que o jubileu de outro, seja uma festa que possa despertar a ADNB, Novo Milênio para se reinventar, recomeçar um novo período de bênçãos, onde em cada coração haja motivação para servir a Cristo com amor e dedicação, desprendimento e fé. Finalizando, ele nos admoestou que é preciso difundir o evangelho de maneira prática, pois é a maneira mais eficaz de ganha vidas para o Reino de Deus.

O segundo pregador, nos ensinou que Jesus ouviu a mensagem de fracasso de Simão Pedro, porém, continuou ensinando a multidão, somente, depois de despedir o povo é que mandou Pedro se fazer ao mar alto. É nas águas profundas, disse ele, que Jesus quer nos ensinar coisas grandes que não sabemos. Ele disse, que Jesus mostrou a todos os tripulantes do barco que a atitude de jogar a rede novamente, seria uma atitude de fé e Simão confirmou isso dizendo:  “E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas porque mandas, lançarei a rede” (Lucas 5.5). Disse ainda, que no primeiro momento Jesus foi chamado de Mestre, porém, depois do milagre da pesca, Simão Pedro o chama de Senhor: “E, vendo isso, Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: SENHOR, ausenta-te de mim, porque sou um homem pecador.” (Lc 5.8). E concluiu sua homilia, dizendo que, “ser pescador de peixes é o inverso de ser pescador de vidas. O primeiro, tira das águas o peixe vivo e mata-o; já o segundo, o homem, é tirado do mundo morto e, através do Evangelho de Jesus Cristo ele recebe vida e vida em abundância. ”

O terceiro preletor, o pastor José Laerte, nos disse que para pescar vidas para o Reino dos céus, é preciso muita motivação. A primeira atitude é ser uma ferramenta nas mãos de Deus. A partir dai cada crente precisa adorar a Deus, cuidar uns dos outros e evangelizar, procurando pescar vidas para o Reino de Deus. Disse ainda que Jesus chamou aos Seus discípulos para serem pescadores de homens porque tinha em mente a continuidade da obra que Ele recebeu do Pai. Disse de maneira clara e positiva que, a primeira motivação do crente consiste em obedecer a Deus e a Sua Palavra. Falou que a obrigação de ganhar vidas para Cristo, não é uma exclusividade do pastor ou de um grupo de evangelismo da igreja, mas de TODOS. Nos conscientizou que pelo menos três motivações são necessárias para nos tornarmos pescadores de vidas: a primeira motivação é concernente a ORDEM DE DEUS, Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho; a segunda é relacionada a NOSSA OBEDIÊNCIA ao Senhor; e a terceira motivação diz respeito ao AMOR de DEUS que nos constrange. Finalizou sua mensagem dizendo que: “O poder de Deus para mudar o mundo está em cada um de nós”, o qual é traduzido por essas três motivações em lide”. Nos disse ainda que, muito preferem ser engolidos pelo peixe para poder obedecer ao chamado de Deus. E, que só fazem alguma coisa para Deus, quando se encontram no ventre do peixe, ou seja, em grande dificuldade, de todas as ordens, ai é que pensam em Deus, no Seu chamado e em obedecer a vontade de Cristo.

Finalizo essa palavra lhe convidando a refletir sobre as mensagens desss três preletores e mais, Lavar as redes é uma atitude rotineira, realizada toda vez que se chega de uma pescaria, pois é preciso colocar as redes para secarem, mas antes deve-se limpá-las. A ação nos ensina duas lições de vida, uma com conotação positiva outra negativa.

Olhando o lado negativo é possível perceber a preocupação dos pescadores por não terem pescado absolutamente nada durante toda à noite. Lavar as redes é sinônimo que a pescaria acabou por hoje; não temos peixe, não tivemos êxito, não conseguimos pegar nenhum peixe, não há motivo para se alegrar, o que daremos para nossos familiares e amigos comerem?

Ainda, olhando pelo lado negativo, percebe-se que o ato de lavar as redes, fazendo um paralelo com a nossa vida e ministério evangelístico, aponta para não mais voltar a pescar naquele dia ou em outra ocasião. Chega estou cansado de lançar a rede e nenhum peixe pescar! Basta não quero mais saber deste ofício, pois só tive frustrações de ontem para hoje, não quero mais continuar como pescador! Enfim, são muitos os argumentos e as premissas que poderíamos formular em torno deste assunto, porém, não vivemos somente de insucessos, somos mais do que vitoriosos em Cristo Jesus.

O lado bom da coisa é que Jesus estava ali presente e a Sua visão é totalmente diferente da visão dos pescadores. Jesus de imediato já determinou que se afastassem da beira da praia e fossem para o mar alto. Mar alto fala de aprofundamento no caminho da fé, de vida de oração, de intimidade com Cristo, pois Ele passa a estar em nosso próprio barco, em nossa própria vida. Mar alto fala de ondas altas, ventos fortes, mas com Ele no barco não podemos temer, somente obedecer. Motive-se para fazer uma grande obra para Deus. Amém!