“Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes” (Lucas 24.16,31).

A passagem bíblica em lide se refere a dois discípulos que, após a morte de seu mestre Jesus Cristo, resolveram mudar de Jerusalém indo para bem longe da cena triste que envolvia aquela cidade. Eles decidiram ir para Emaús que ficava distante do ponto de partida cerca de sessenta estádios, ou seja, 11 quilômetros e 100 metros. Eles caminhavam e não perceberam que alguém se colocara no meio deles e puxou conversa, porquanto, eles conversavam a respeito dos últimos acontecimentos ocorridos em Jerusalém envolvendo a pessoa de Jesus Cristo a quem eles criam ser o Messias o enviado de Deus para a Salvação do homem.

Enquanto os olhos espirituais daqueles dois discípulos estavam fechados eles só pensavam no sofrimento, na morte e nas lágrimas das pessoas que amavam e seguiam a Jesus Cristo por cerca de três anos e meio aproximadamente. Eles não tinham outro assunto a não ser que mataram Jesus, o profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; falavam da maneira cruel com que os sacerdotes e os príncipes judaicos entregaram Jesus à condenação de morte e o crucificaram numa horrenda cruz, ladeado por dois ladrões; eles também questionam sobre o ministério do Mestre de Nazaré porque eles tinham esperança de que fosse Ele que remisse a Israel, porém, tudo foi por água abaixo, nada saiu como eles planejaram, eles estavam abatidos e não perceberam que o terceiro homem era na verdade Jesus que havia ressuscitado e viera para convencê-los a voltarem para Jerusalém a fim de aguardarem a manifestação e orientação do Espírito Santo.

Os olhos daqueles discípulos só se abriram de verdade quando Jesus lhes abriu quatro coisas vitais: as Escrituras “E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lc 24.27); os olhos “Abriram-se lhes, então, os olhos, e o conheceram e ele desapareceu lhes” (Lc 24.31); o entendimento “Então, abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.45); e por fim a boca “E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus, amém!” (Lc 24.53).

É muito maravilhoso quando temos essas quatro coisas abertas em nossas vidas, pois a nossa vida passa a ser outra.