“Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.” (1 Tessalonicenses 5.5).

O apóstolo Paulo é enfático ao se referir à igreja de Cristo, ou seja, aos filhos da luz como sendo do dia e não da noite. A coruja é uma ave que domina a noite. Seus olhos enxergam muito bem na escuridão e sua capacidade de vê no escuro é grande.

O cristão não pertence à noite, mas ao dia. Ele como filho filho da luz tem por obrigação andar na luz. Deve também examinar a si mesmo, porquanto, ele não é mais das trevas, mas da luz, e essa transformação ocorreu quando ele aceitou a Cristo como seu Senhor e Salvador, vindo a ser chamado por Cristo como “luz do mundo”.

A coruja simboliza a reflexão, a sabedoria e nesses quesitos se assemelha ao salvo em Cristo, que é uma pessoa sábia, porquanto tem cuidado de sua vida em todos os contextos, principalmente, o espiritual. Paulo disse: Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor, andai como filhos da luz.” (Efésios 5.8). A coruja é uma ave noturna e nós somos filhos da luz.

A coruja consegue vê o que outras aves e animais da floresta não conseguem. Já o crente em Jesus Cristo, utilizando-se dos dons espirituais deixados por Cristo, tem o privilégio de vê o que outros indivíduos crentes não veem: “Ora, há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas o Senhor é o mesmo.” (1 Coríntios 12.56). São nove os dons espirituais que o Senhor tem reservado para os filhos da luz, bastando tão somente crer, tendo fé para buscar o melhor deles.

A coruja é uma ave silenciosa. Ela fica horas sem emitir um som. O cristão, por sua vez, não pode ficar muito tempo sem silêncio, ele precisa se comunicar, e divulgar as maravilhas do Senhor. O Evangelho é para ser pregado e para isso precisa-se falar, testemunhar e realizar com amor a obra confiada a igreja. Jesus disse aos seus discípulos: “E, respondendo ele, disse-lhes: digo-vos que, se estes de calarem as próprias pedras clamarão.” (Lucas 19.40).

A coruja é uma ave esperta, ambiciosa e goza de uma privilegiada audição. O cristão, não precisa ser esperto também. Jesus disse aos seus apóstolos: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos, portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.” (Mateus 10.16). O crente precisa ser esperto sim, isso no bom sentido da palavra, ou melhor, ser prudente. Não deixando ser enganado por qualquer vento de doutrina. O cristão precisa ouvir mais e falar menos.

Num mundo globalizado em que vivemos faz-se necessário refletir bastante em tudo que nos rodeia; escolhendo para o nosso modus vivendi tudo aquilo que edifica e agrada ao Espírito Santo. Precisamos viver na luz e abandonar tudo o que se relaciona com as trevas. Somos da luz e a coruja da noite.