“Então disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só. O que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó. Esta é a palavra que tenho dito a Faraó: o que Deus há de fazer mostrou-o a Faraó” (Gn 41.25,28).

Um sonho sem a interpretação correta não tem validade. Quando um sonho é de Deus ele se cumpre na íntegra.

A história de José é uma das mais comoventes e edificantes histórias da Bíblia. José foi um homem de muita paciência. Passou mais de dois anos preso no Egito, longe de seus familiares, amigos e pais e não reclamou, mas esperou o momento do agir de Deus em sua vida.

José foi um homem humilde. Ele não se vangloriou diante de Faraó quando Deus lhe deu a interpretação do sonho do monarca, limitou-se apenas a dizer: “…isto não está em mim, Deus dará resposta de paz a Faraó” (Gn 41.16).

Sua confiança em Deus era algo extraordinário. Ele disse a Faraó que Deus daria a resposta e Deus realmente Deus e Faraó de tão feliz o colocou como Governador de todo o Egito. Aleluia!

Faraó não tinha como expressar sua alegria e acabou dizendo a todos os presentes: “Depois disse Faraó a José: pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu” (Gn 41.39).

Uma coisa que o cristão não deve brincar é com sonhos e visões. É preciso entender que há inúmeros sonhos que são frutos das circunstâncias. Isaías alerta: “Será também como o faminto que sonha que está a comer, mas, acordando, sente a sua alma vazia; ou como o sequioso que sonha que está a beber, mas, acordando, eis que ainda desfalecido se acha, e a sua alma com sede; assim será toda a multidão das nações que pelejarem contra o monte de Sião.” (Isaías 29.8). Ora se o homem está com fome e dorme com fome, certamente irá sonhar comendo ou desejoso de comer alguma coisa.

Sonhos há que são ocasionados pelas preocupações do cotidiano: “Porque da muita ocupação veem os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras.” (Ec 5.3).

É claro que existem sonhos que são aparições divinas, mas também há sonhos que são vãos, mentirosos, alguns com mensagens, outros não e isso tudo precisa que haja o discernimento da parte de Deus. Há sonhos com revelações, sonhos do Espírito, sonhos proféticos e sonhos escatológicos como foi o sonho de Nabucodonosor.

Se você é alguém preocupado com sonhos e visões, então a maneira de decifrar um sonho é o seu cumprimento. Se houver cumprimento, então se diz que o sonho é verdadeiro.

Nem sempre a quantidade de sonhos são tidos e havidos como bons: “Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras; mas tu teme a Deus.” (Ec 5.7). Pura vaidade!

Todas as visões precisam ser provadas. “Examinai tudo, retende o bem”. No tempo dos apóstolos havia muitas visões, mas entre elas também havia imitações, inverdades e muita invenções de homens, como o simples propósito de vanglória própria e tornar as pessoas presas e através das visões impor suas ideias. Não creia a qualquer visão. Não conte seus sonhos a qualquer pessoa.