“E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.” (Mateus 27.5).  

Nesses quase 42 anos de convertido ao Evangelho de Cristo e 33 de ministro do Evangelho, ainda não tinha visto um número tão grande de pastores e crentes em Jesus Cristo atentarem contra suas próprias vidas. Na maioria dos casos, o suicídio tem sido a causa morte. 

Esse tema, de suicídio entre obreiros do Senhor Jesus Cristo, é na verdade um caminho sem volta, pois, o mesmo além de contrariar a Palavra de Deus, deixa a igreja em estado de choque, e a família destruída espiritualmente falando. É muito difícil encontrar resposta convincente para esclarecer a família sobre esse tenebroso assunto, de pastores e servos do Deus Altíssimo se suicidarem. 

Não é tão fácil explicar à comunidade evangélica esta questão, pois, o pastor que deveria aconselhar, ensinar sobre o caminho do céu, incentivar aos seus liderados sobre as promessas e as doutrinas cristãs, toma a imprudente decisão de tirar sua própria vida, então, como fica o coração daqueles que tinham em seu líder o exemplo de vida? Acho que algo de muito grave está acontecendo no mundo de então. E, nestes casos é preciso acender a luz vermelha e se chegar mais ao Senhor Deus, autor e consumador da fé, discutindo em Convenções e reuniões de pastores esse tão importante tema. 

Sei, perfeitamente, que existem doenças que têm contribuído para abater moralmente, fisicamente e espiritualmente a pessoa. A depressão é uma delas, porém, se houver um acompanhamento médico perfeito, certamente, a doença retrairá por completo, não estimulando a pessoa ao suicídio. Ainda mais, se for um crente em Jesus Cristo, que conhece a Palavra de Deus e tem a fé, a esperança e o amor como armas de proteção ao seu favor. 

É bem verdade que o mundo globalizado pode levar os pregadores do Evangelho de Cristo ao estado de profundo stress, porém, não justifica a pessoa colocar na vala comum tudo que aprendeu aos pés de Jesus Cristo. Tirar a própria vida é algo que precisa de uma reflexão mais comedida, principalmente, se a pessoa tem conhecimento das verdades bíblicas ou é um líder religioso, e pastoreia uma igreja cristã. 

É bem verdade que Satanás é o grande tentador do homem, porém, nem tudo deve ser colocado em sua conta. É preciso que a família saiba compreender o sacerdote do lar, e saber quando ele está precisando de ajuda psicológica ou não. A igreja deve ser mais compreensível com seus líderes e ajuda-los nos momentos de pressões da vida, a final, são homens e mulheres sujeitos a toda a sorte de tentações e que carecem de ajuda, não somente espiritual, através da oração, jejum, etc, mas muito mais de carinho e amor cristão. 

Quando a igreja, ou seja, eu e você, ama seu pastor, ele consegue desenvolver seu trabalho eclesiástico com mais desenvoltura, tem tranquilidade e discernimento para absolver as críticas, torna-se mais comedido e preocupado com a sua própria vida física e espiritual. O pastor da igreja, geralmente, é aquele que muito alimenta e pouco é alimentado, além do mais, necessita de ajuda, de amor e compreensão, porquanto, poucos conseguem vê o seu esforço para alimentar um rebanho faminto e sedento de Deus. Ele precisa de ajuda e de muito amor. Não permita que as pressões do mundo e do meio cristão levem o pastor ao estado depressivo e possivelmente, venha ele atentar contra sua própria vida. Suicídio é um tema em moda, e precisa ser banido do meio da sociedade moderna, pois trata-se de um caminho sem volta!