“Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida. ” (1 Timóteo 1.5).

A epístola de Paulo a Timóteo é muito rica em ensinamentos que moldam a vida do cristão e o coloca no caminho da verdade para exercer o ministério que ele tenha recebido de Cristo.

Aquele que começou a boa obra em nós é também o que nos aperfeiçoa para darmos frutos e frutos em abundância, os quais são dignos de toda a aceitação, porém, faz-se necessário termos a boa consciência, o coração puro, e a fé não fingida, ou melhor, a fé autêntica, capaz de padecer por amor a Cristo e lutar com perseverança pela firmeza na fé.

O cristão quando se lança no caminho da salvação deve praticar boas obras, a fim de agradar aquele que o alistou para a guerra, Jesus Cristo: “Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.” (1 Tm 6.18,19).

Ao realizar as boas obras, o crente em Jesus não deve se esquecer de que o céu, o mundo e a igreja estão com os olhos fitos nele, de modo que o seu testemunho tem que ser plausível. Paulo explicou bem direitinho a Timóteo este negócio: “Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.” (1 Tm 3.7).

Por que muitos que se lançam na obra do Senhor estão em grandes dificuldades, principalmente, na vida espiritual? A resposta é simples: Porque com o inimigo de nossas almas, não se brinca, mas o resistimos pela fé, a fim de que ele fuja de nós. Isso só se dá quando nos sujeitamos a Deus.

Quem assim procede deve pregar a boa doutrina e viver o Evangelho, de modo que o que se prega se deve viver, e se vivemos em Cristo, vivemos também o que pregamos: “Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade.” (1 Tm 4.6,7).

Não podemos prosseguir na caminhada da fé sem que haja confissão constante. Aquele que abraçou a causa do Evangelho deve se chegar ao Senhor e confessar suas faltas e falhas a cada dia. Quem quer ser vencedor em Cristo e combater o bom combate da fé, tornando-se embaixador vitorioso diante dos homens, é preciso valorizar e tomar posse da vida eterna.

Viver aqui, mas não sendo daqui, é o que a igreja faz.  A nossa pátria é celestial e devemos lutar por ela. “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão.” (1 Tm 6.12,13).

Procedendo dessa forma, terminaremos bem a carreira e guardaremos a fé. Viu só quantas coisas boas encontramos nos conselhos de Paulo a Timóteo? Conselhos que nos enche de esperança, fé e amor.