“Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus.” (Ester 3.10).

“E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado de Hamã, e o deu a Mardoqueu. E Ester encarregou Mardoqueu da casa de Hamã.” (Ester 8.2).

O anel nos templos bíblicos sempre teve importância extraordinária, principalmente, para dar ao portador não somente autoridade, mas destaque, poder e nobreza.

Quando o filho pródigo voltou para sua casa, após ter se arrependido, ele pediu perdão a Deus e a seu pai por ter pecado contra eles, então, o seu genitor lhe restituiu os bens anteriormente perdidos, e entre eles, foi lhe entre o anel, o qual foi logo posto em seu dedo, indicando a todos os servos e empregados daquela casa que o filho que retornara ao convívio familiar estava assumindo posição importante no seio da família, e que, agora, ele era dono dos bens novamente.

O moço não foi admitido como um dos jornaleiros como ele mesmo queria, todavia, o seu pai o recebeu como filho e o tornou participante de toda a herança, para desespero e entristecimento de seu irmão mais velho. O pai alegre e contente disse: “esse meu filho estava morto e agora vive!” Aleluia.

Entre os grandes mitos sobre anéis está o de Platão, filósofo grego que escreveu sobre o “mito do anel de Giges”, tão relembrado nestes dias em que as autoridades de nosso país, se contorcem e se incomodam com pequenas coisas e não com as mais urgentes e necessárias, a fim de se colocar o Brasil novamente no rumo certo, no caminho da moralidade e do crescimento ético e econômico, deixando as questões mesquinhas e politiqueiras de lado.

No pensamento platônico, ele esclarece que o homem é capaz de disfarçar e, gananciosamente, desejar ter sempre mais e mais, sem a preocupação do bem estar de seu semelhante. Nesta luta constante, ele deseja a obtenção cada vez mais crescente da glória terrena, do conforto, do poder e o pior, tirar sempre vantagem de tudo o que realiza debaixo do sol, e para obter o desejo maléfico dos propósitos de seu coração, fazem leis e regulamentos favoráveis as suas ideologias e ignoram e descumprem o que está preconizado na Carta Magna, que é a nossa Constituição.

Tal conduta, desse homem indomável, sempre o colocará em situações embaraçosas. Seu comportamento amoral, não somente é pernicioso como perigoso, e nocivo à sociedade onde vive. A filosofia platônica revela que nenhum homem é justo, muito menos íntegro e honesto, todavia, quando chega a praticar a justiça, o faz porque é obrigado. O cristão, não anda segundo os rudimentos da filosofia, mas caminha por fé, crendo e temendo ao Deus vivo, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Eterno Salvador.

Na vida cristã, onde o Evangelho do Senhor Jesus opera sobremaneira, as coisas funcionam de modo contrário. O crente em Jesus, não é guiado pelo “mito do anel de Giges”, mas procura fazer o bem e andar em conformidade com o que recomenda à

Palavra de Deus, praticando a piedade, porque ele ama ao Filho de Deus, o qual morreu na cruz do Calvário para dar ao homem salvação e, consequentemente, à vida Eterna.

Jesus é o nosso sumo pastor, cheio de amor e de misericórdia. Diferentemente, do que prega a filosofia platônica, onde Giges, pastor morador da região da Lídia, que enfrentou tremenda tempestade, seguida de enorme tremor de terra, onde o chão se abriu formando larga cratera, quando ele apascentava seu amado rebanho, e em meio aquele tormento, agonizando entre os escombros, ainda lhe tiraram o anel de ouro de sua mão.

A história filosófica ainda ressalta que em meio aquele caos, Giges viu um homem que ressurgiu de repente e lhe tirou o anel de ouro do seu dedo, e logo depois percebeu que o anel o tornara invisível.

Chamo a atenção de todos quantos amam a vinda de Jesus Cristo, que apareçam, se apresentem, não se tornem invisíveis, diante da comunidade onde você congrega. Apareça, dê as caras, e venha somar. Deixe a clandestinidade, deixe de ser invisível, à semelhança daquele pastor, do “mito do anel de Giges”, pregado por Platão. É verdade que estamos em meio a uma grande crise sanitária, a pandemia provocada pela COVID-19, mas mesmo com os cuidados exigidos pelas autoridades, não podemos, como cristãos convictos da salvação, permitir que a frieza espiritual venha tomar contar do templo do Espírito Santo.

“Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus.” – “E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado de Hamã, e o deu a Mardoqueu. E Ester encarregou Mardoqueu da casa de Hamã.” (Ester 8.2). Hamã perdeu o anel porque era infiel, pernicioso, de mentalidade maligna e cheio de iniquidade. Mardoqueu era humilde, trabalhador, zeloso e fiel ao Deus de Israel, por isso tornou-se um vitorioso e levou o povo de Deus a desfrutar de grandes bênçãos.

Que anel você tem em suas mãos? O que lhe deixa invisível diante das grandes responsabilidades que Deus tem posto em suas mãos? Apresente-se ao SENHOR, não deixe que a adversidade e o desânimo lhe tirem a oportunidade de ser abençoado e abençoador. Ponha o anel no dedo e exerça a sua autoridade na igreja, diante do mundo e no enfrentamento da batalha espiritual contra as potestades do inferno.